Análise de mídia – Foco em Economia – 13.12.19

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de criminalizar os contribuintes que deixarem de pagar o ICMS já declarado está nas manchetes da Folha de S.Paulo e do Valor Econômico. O Estadão destaca que indicadores econômicos positivos divulgados ontem derrubaram o dólar e bolsa de valores B3 bateu recorde. Já O Globo aborda o caos na saúde pública do Rio, informando que a União vai liberar R$ 150 milhões para o setor. O Valor mostra a expansão da Renner no Cone Sul, as boas perspectivas sobre a entrada das aéreas estrangeiras no Brasil e a primeira entrevista de Clarissa Lins, presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) à imprensa desde que assumiu o cargo, em outubro. O Estadão destaca os futuros investimentos do Grupo LafargeHolcim no País e a avaliação do cenário da economia brasileira para 2020 pelo ex-diretor do Banco Central (BC), Alexandre Schwartsman.

Estimulada pela discussão levantada pelo governo e o Congresso sobre mudanças no modelo de partilha de produção do pré-sal, a indústria petrolífera vai tratar como prioridade para 2020 a defesa do regime único de concessão para atividades de exploração e produção, disse Clarissa Lins, nova presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Em entrevista ao Valor, a primeira à imprensa desde que assumiu o cargo, ,em outubro, dela defendeu que o o esvaziamento dos leilões de partilha deste ano sugere que o regime se esgotou, após edições de sucesso em 2017 e 2018. No Brasil, as áreas exploratórias de óleo e gás são licitadas sob o regime de partilha – quando os ativos estão dentro do polígono do pré-sal – e sob o modelo de concessão, nos demais casos.
“Talvez tenhamos chegado à exaustão de um modelo, que é um modelo complexo, um modelo de custo de transação mais alto, onde o bônus é definido pelo governo, e não pelos agentes de mercado, onde algumas ações a posteriori são necessárias”, disse.

O Brasil é o primeiro país no mundo a permitir 100% de participação estrangeira no transporte aéreo, e essa abertura deverá atrair companhias estrangeiras para operar no mercado brasileiro. É o que prevê o diretor-geral da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), o francês Alexandre de Juniac, também em entrevista ao Valor. Para ele, a consolidação do setor na América Latina deverá prosseguir.
A Iata reclama, ao mesmo tempo, que o Brasil é campeão mundial de ações legais contra companhias aéreas, mostra a reportagem do diário econômico. A estimativa é que isso poderá custar R$ 1 bilhão às empresas somente neste ano. Juniac diz estar em discussão com o governo para firmar um compromisso que envolva os direitos do consumidor e os das empresas.

O Valor informa ainda que a Renner anunciou ontem a entrada no mercado argentino, com a abertura da primeira unidade naquele país, localizada na cidade de Córdoba. Serão inauguradas quatro lojas entre esta quinta e 18 de dezembro, em Córdoba e Buenos Aires — serão duas unidades em cada local. A empresa já havia informado, meses atrás, o plano de investimento no país vizinho ainda neste ano.
As inaugurações devem gerar 250 empregos diretos. A rede já opera fora do país desde 2017, quando abriu as suas primeiras lojas no Uruguai. Hoje, ocorre a inauguração da loja no Patio Olmos Shopping, na zona central da cidade de Córdoba. No sábado (14), será aberta uma unidade no centro comercial Paseo del Jockey, na área sul do mesmo município. Na próxima semana, a rede abre duas lojas de rua em Buenos Aires, uma na Avenida Santa Fe e outra na Calle Florida. A empresa informa que as novas lojas têm o mesmo tamanho médio das unidades no Brasil.

Também nesta semana, a varejista inaugura mais duas unidades no Uruguai. “Com as duas novas operações, a marca fecha o ano com nove unidades no país, são sete em Montevidéu e região metropolitana, além de uma em Rivera e outra em Punta del Este”, disse a rede em nota.

A divisão do Grupo LafargeHolcim responsável pelo gerenciamento e destinação correta de resíduos industriais e domésticos ao redor do mundo, a Geocycle, investiu R$ 25 milhões em cinco unidades brasileiras da cimenteira, revela a coluna Broadcast do Estadão. Nelas, são transformados em energia e matéria-prima mais de 170 mil toneladas de resíduos ao ano por meio do coprocessamento. Nesse processo estão, inclusive, a destinação ecológica ao óleo recolhido nas praias do Nordeste, que também está sendo transformado em energia.
O Brasil reúne 3% da população mundial, que gera 6,5% do lixo do planeta, ou resíduos que precisam ter destinação ambiental correta, segundo dados do Panorama de Resíduos Sólidos da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Para terminar a semana, o ex-diretor do Banco Central (BC), Alexandre Schwartsman, disse ao Estadão que os dados mais recentes de serviços, pelo peso que têm na economia, ajudam a confirmar a perspectiva de que o ano que vem será de um crescimento maior do que este ano. Ele também diz acreditar que o BC ainda tem espaço para novos cortes dos juros básico, hoje em 4,5% ao ano.
“Este ano não tem muito o que mudar, dentro do universo de resultados prováveis para o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre. Mas o crescimento de 0,8% do volume de serviços prestados em outubro, segundo o IBGE, sugere que a economia está em uma trajetória de crescimento para o ano que vem. Eu espero até 2,5% de crescimento”, disse o economista ao jornal.

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